Mostrando postagens com marcador metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador metal. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de julho de 2010

Heavy Metal Fashion Week

Li esta matéria da revista Rock Brigade que achei interessante postar.
O rock sempre foi um estilo popular, embora em algumas situações manifesto em nichos muito restritos, e o modo de se vestir é capital muito relevante para a identificação de um determinado grupo. A moda permite integrar ou segregar grupos que são às vezes muito similares. Quem não faz parte de determinadas comunidade que seriam 'do rock' muitas vezes não consegue notar as singularidades pequenas entre os fãs de um estilo e os de outro. Essas características criam uma sensação de pertencimento que pode ser muito importante para o bem estar de algumas pessoas, irrelevante para outras... difícil dizer, mas é fácil observar que dentro do 'rock', identificar categorias através de modo de se vestir (não limitado a isto, certamente) é muito comum e importante. Essa questão da moda é muito abrangente e vale ser abordada aqui com atenção. o pessoal do grupo que tiver interesse, também se manifeste.

A matéria aborda a mudança da moda no Heavy Metal sem se deter a questão sobre como a moda funciona para as relações no grupo.
O texto é de 1998, e o autor mostra bem sua opinião quanto à moda da época. De lá pra cá a tattoo e o rock ficaram muito mais íntimos, merecedores até de festivais como o Tatto and Rock Festival de Portugal (terá a sexta edição em setembro deste ano) ou no Brasil o Tattoo Rock Fest em Goiânia, que rolou no começo deste mês.
Agora eu penso que a ideia da Yuka de fazer uma exposição de fotos viria a calhar, e pode ser uma das propostas deste projeto. Sugiro começar já colocando fotos interessantes no blog e no futuro uma exposição física também.

Já lanço minha contribuição, junto de meus cumprimentos.




domingo, 11 de julho de 2010

Uma breve história do Heavy Metal - Parte 1

Entender o Heavy Metal, sua cultura própria, seus "seguidores", seus detratores, e todo o universo que está relacionado a este estilo pode parecer tão dificil quanto tocar guitarra assim (e tão estranho quanto). Mas ter uma idéia de como esse som evoluiu, e qual a cara dele com o passar dos tempos, vai ajudar a se familiarizar com o nosso tão querido Heavy Metal. 

Nem todos os detalhes históricos serão tratados aqui. Essa linha do tempo tem como função dar uma visão geral da evolução do som com o passar do tempo; sempre com vídeos ilustrando os pontos mais marcantes. Detalhes sobre estilo, relação com a sociedade de cada época, entre outras coisas, ficarão para outros posts.
Bom, acho que isso basta como introdução, espero que ouçam, vejam e gostem.

Let there be rock!

domingo, 27 de junho de 2010

Global Metal

Olá!

Seguindo um conselho do Ítallo assisti ao documentário Global Metal, que aborda sobre como o Metal se apresenta em diversos países.
Realmente o documentário é muito bom, a discussão sobre ele vai longe. Preciso assistir mais algumas vezes para falar decentemente sobre ele, mas já abro com alguns pontos:

É notável a atribuição de significados e a interculturalidade. Quando o documentário passa pela Indonésia, há um depoimento de um fã de Metal chamado Rudi Iman (aproximadamente 1h e 2min) que expressa maravilhosamente o conceito de performance. Ele  fala sobre rock, depois fala sobre religião, mas não como um único tema, porém é notório haver uma relação entre o preconceito que ele percebe contra os Mulçumanos e o que o Heavy Metal.
Depois disso ele vai a uma mesquita com uma camiseta do Kiss.
Para mim parece um absurdo misturar algo tão tradicional com algo tão distante, mas para o Rudi estes dois universos distintos convivem perfeitamente no seu subjetivo, e ele transita muito bem o comportamento expressivo em cada um.

Ainda abordarei muito mais sobre este e outros documentários. Mas agora encerro aqui.

Grande abraço.

(aqui toca Nirvana)

Agora, o Metal

Olá todos!!


Conversando esses últimos dias, pensamos em focar nossa pesquisa num determinado estilo musical, para, neste estilo, abordar questões como:

  • o que os delimita como grupo
  • algumas visões sobre como a subjetividade altera e agrega conceitos nos diversos grupos (países, subgêneros, pessoas)
  • o comportamento expressivo no grupo
  • como se apresenta o capital social nos grupos
Resolvemos estudar estas ideias tomando como norte o Heavy Metal, por ser um estilo muito globalizado (o que convém à ideia exposta pelo Ítallo, alguns posts atrás) e aparentemente conter várias peculiaridades.

Hoje eu já estou na dúvida se é mais válido desenvolver uma pesquisa desta forma (com foco em um estilo/grupo) ou um estudo mais geral, sem esta distinção.
De qualquer forma, trabalharemos nesta linha, sendo declarado aqui o interesse já discutido pelo grupo em ter como tema o Heavy Metal, sua presença e diversidade no mundo, pela visão dos sujeitos.
Poso até dizer que queremos conhecer os Heavy Metals.


Aguardo comentários, desacordos, novas ideias.


Abraços à todos

(aqui está tocando Rolling Stones)

sábado, 26 de junho de 2010

Apresentação de Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax exibida no cinema faz público se comportar como em show


Entre cervejas e pipocas, headbangers e famílias com crianças, começou às 21h da noite desta terça-feira (22), em salas de cinema de São Paulo, a transmissão de "The Big Four", show que reuniu Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica no festival itinerante Sonisphere, em Sofia, na Bulgária.

O evento foi transmitido simultaneamente para 800 cidades de 31 países durante aproximadamente quatro horas. Em São Paulo, o show foi visto no Cinemark do shopping Eldorado e o UCI do Jardim Sul. Os ingressos foram esgotados nas duas salas paulistanas.

Por causa das diferenças de fuso horário, a exibição nos Estados Unidos e América Latina aconteceu com cerca de duas horas de atraso em relação à apresentação na Bulgária.

No lugar de suco e refrigerante, diversas marcas de cerveja e uma pausa ou outra para pipoca. Além de headbangers devidamente caracterizados, também assistiram à sessão diferenciada pais, filhos e gente que parecia ter saído direto do trabalho.

O Anthrax foi quem abriu a noite com gritos de fãs dentro da sala de cinema. "Caught In a Mosh", do álbum "Among The Living" (1987), foi a primeira a mostrar como o festival estava acontecendo em alto e bom som. Sentados na cadeira e ainda tímidos, enquanto alguns fãs balançavam a cabeça e gritavam para o telão, outros ainda tentavam entender o que estava acontecendo.

Em um show que durou cerca de 40 minutos, a banda ainda tocou os covers "Got The Time", de Joe Jackson, e "Antisocial", do Trust, além de "Madhouse" e "Only". O show da banda foi encerrado com "I Am The Law", também do álbum "Caught In a Mosh". Aos gritos, o vocalista Joey Belladonna avisava: "O Anthrax está de volta!".

Em seguida, foi a vez do Megadeth entrar em cena. Sob comando do vocalista Dave Mustaine, a banda apostou nos clássicos, agitou o pessoal de Sofia e levantou o público dos assentos no cinema em São Paulo. O show foi aberto com "Holy Wars", para delírio dos fãs europeus e brasileiros. Logo vieram "Hangar 18", sucesso do álbum "Rust In Peace", e "Hook In Mouth". "Symphony of Destruction" foi o ponto alto, e o show foi encerrado com "Peace Sells", do segundo álbum da banda, "Peace Sells... But Who's Buying?".

Quando o Slayer de Tom Araya e Kerry King --com largas correntes na cintura e um bracelete cheio de pregos-- entrou tocando "World Painted Blood", os fãs se descontrolaram e desceram para fazer um bate-cabeça na frente do telão. A banda ainda tocou "War Ensemble" e "Hate Worldwide". "Seasons In the Abyss" foi responsável por um corte no som por parte da segurança, preocupada com a dança na frente do palco virar confusão. Em protesto, um rapaz mostrou a bunda e chamou o Metallica de "vendido". O grupo encerrou o show com "Raining Blood".

No intervalo antes do show do Metallica foi exibida uma homenagem a Ronnie James Dio, que morreu em maio passado de câncer no estômago. O guitarrista Kerry King (Slayer), o vocalista Dave Mustaine (Megadeth), o baterista Lars Ulrich (Metallica) e o guitarrista Soctt Ian (Anthrax) deixaram suas mensagens de luto e contaram histórias vividas nos bastidores com o músico.

Por volta das 23h30, o Metallica subiu ao palco com abertura igual a que exibiu em janeiro deste ano em São Paulo. O repertório começou com as antigas "Creeping Death" e "For Whom The Bell Tolls", do álbum "Ride the Lightning", de 1984. "Fade To Black" foi tocada com violão por cima da guitarra, enquanto no cinema todos cantavam alto, assim como a balada "Nothing Else Matters". "Master of Puppets" e "One", esta tocada ao som de canhões, foram outro ponto alto do show, encerrado com "Enter Sandman".

Em seguida, os 16 músicos das quatro bandas se reuniram no palco para o cover de "Am I Evil", da banda Diamond Head, em uma "celebração do metal", como disse James Hetfield.

Com o Metallica sozinho no palco novamente, Hetfield falou que amava o público diversas vezes e tocou "Hit The Lights" e "Seek and Destroy" como bônus para finalizar o show, que por aqui, acabou quase 1h da manhã desta quarta-feira (23), ainda com o cinema lotado e algumas latas de cerveja jogadas no telão. Ao final da apresentação, Hetfield revelou que o evento será lançado em DVD.


Link do artigo na UOL